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09/08/2010
INVEJA

A inveja é um sentimento que nos faz sentir inferior ao outro. É como se o outro fosse mais habilidoso, capacitado, poderoso e ao olhar para dentro de si (in-dentro veja – ver) enxerga uma incapacidade de alcançar os mesmos objetivos.

Portanto, a primeira coisa para podermos lidar melhor com esse sentimento é cuidar da nossa auto estima. Acreditar que somos possuidores de um potencial interno para chegar em qualquer lugar. A história do jardim do outro é mais bonito acaba paralizando o nosso crescimento. Como não acreditamos nos nossos resultados e na nossa capacidade depreciamos o que fazemos e supervalorizamos o que o outro faz acreditando que nunca conseguiremos alcançar os mesmos resultados. Ora achamos que falta-nos sorte, ora a beleza não nos favorece, ou mesmo a simpatia. Sempre existe uma razão para justificar e nos dar subsídios para alimentar cada vez mais a nossa inveja.

Precisamos também aprender a lidar com as nossas limitações diante da vida. Muitas vezes não conseguimos resultados maravilhosos numa determinada tarefa, mas estamos conscientes de que fizemos o nosso melhor e que o outro pode ter chegado mais longe.

Um dia é da caça e o outro é do caçador. O importante é “calçar o seu sapato e caminhar rumo aos seus objetivos.”

  


Postado por:Claudia Manrique às 11hs55
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28/06/2010
Revista Viver Brasil

Jogo de Areia (Sandplay)

O que é I Processo terapêutico criativo não verbal, que propõe de forma lúdica trabalhar as imagens positivas e negativas do inconsciente. Uma dinâmica a partir da qual o conteúdo da imaginação se torna real e visível. Proporciona ao terapeuta uma oportunidade única de observar os processos de desenvolvimento e de cura

Origem I A abordagem foi desenvolvida pela analista suíça junguiana Dora Kalff (1904/1990), que se baseou na técnica World Techniques – Play in Childhood, concebida pela psiquiatra freudiana Margaret Lowenfeld (1890/1973). Na nova versão, Dora estendeu a aplicação da terapia, anteriormente voltada para crianças, para o público adulto. Além disso, adotou a hipótese de Jung de que na psique humana há um impulso fundamental em direção à totalidade e à cura, oferecendo ao paciente um espaço livre e protegido, em que possa observá-lo sem emitir julgamentos, deixando fluir a intervenção terapêutica somente por suas próprias observações e intuições

Prática I A partir da disposição de uma caixa de areia de praia e miniaturas de vários gêneros (carros, construções, árvores, santos, animais, homens etc),o participante é convidado a montar um cenário ao seu gosto. A interação entre os elementos funciona como um espelho das suas emoções. Possibilita expressar simbolicamente, a partir das miniaturas eleitas e seus respectivos posicionamentos, angústias, medos e traumas, muitas vezes difíceis de serem elaborados com a fala. Ao final de cada sessão, o cenário é fotografado. Após uma sequência de montagens, o terapeuta passa a interpretar e discutir com o cliente as ligações dos cenários e os fatos atuais e passados de sua vida

Indicações IQuestões psicossomáticas, como estresse, conflitos emocionais e angústia, dores no corpo desenvolvidas a partir de perdas e problemas não resolvidos, timidez, depressão, pessoas com dificuldade de se expressar, hiperativas, extremamente tensas, com problemas de comunicação (fala, audição)

Quem adotou

A incapacidade gerada em decorrência de um tumor no cérebro impediu que a irmã da dentista Meire Lobato de Araújo, Marta, continuasse a criar o filho de quatro anos,Marcelo Lobato.Após a decisão de adotá-lo,consentida pela irmã e oficializada na Justiça, Meire e o marido, Marlon Sidney (na foto acima), passaram a ter guarda do sobrinho.No entanto, para o pequeno Marcelo, a nova realidade – aseparação da mãe e a ausência paterna(após a doença, o pai da criançaafastou-sedamãe e não tentou a guarda do filho, então com dez meses) – repercutiu emocionalmente. “Ele passou a ficar muito agressivo. Batia nas pessoas, nas coisas. Chorava muito e era muito arredio.” Na busca por ajuda profissional, Meire recorreu ao jogo de areia, onde Marcelo construía seus cenários de guerra. “Em suas construções, figuras como armas, facas enterradas eram recorrentes. A partir do momento em que expunha sua agressividade e das representações, a terapeuta conseguiu que fosse, simbolicamente, verbalizando suas tristezas, rejeições.” Hoje, aos 11 anos, quem o conhece, segundo Meire, não acredita que ele tinha esse tipo de comportamento. “É doce, alegre, bem-humorado, superapegado comigo e meu marido. Também tira mais de 90% em todas as provas.” Para Meire, a terapia, feita a princípio por um ano, e posteriormente, por mais meio ano, foi, de fato, responsável pela transformação. “Ele aprendeu a expressar seus sentimentos de forma não agressiva e aceitar o amor de outras pessoas, não se culpando por isso.“

Impressões profissionais

“Costumo dizer que o jogo de areia é a fotografia da alma”, resume a psicóloga Claudia Manrique, que trabalha com o jogo de areia há 15 anos, época em que se formou quando morava em São Paulo. Para ela, a técnica possibilita as pessoas posicionarem-se de forma mais à vontade. “Além de ficar mais fácil de se expressarem, já que muitas vezes não conseguem nomear o que sentem, a visualização das figuras disponíveis nas prateleiras pode remeter questões guardadas na memória. Por ser bem dinâmica, agiliza as abordagens. O retorno interativo é bem mais rápido do que o verbal. Posso dizer que o jogo de areia corresponde a várias sessões tradicionais de terapia.” Outro ponto positivo da técnica, segundo Claudia, é a forma prazerosa do processo. “O manuseio da areia é agradável,diferente, de fato terapêutico.”

Outras Técnicas Terapêuticas

  • Constelação Familiar: Terapia em grupo ou individual, criada pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger. Em grupo, a partir do tema eleito, o cliente escolhe participantes para simbolicamente representar ele e seus familiares, e os posiciona entre si. Na sequência, os sentimentos e ações dos participantes são questionados. No atendimento individual, os familiares são substituídos por bonecos
  • Psicodrama: Método de investigação e tratamento de problemas psicológicos criado pelo médico romeno Jacob Levy Moreno no inicío do século 20. Reúne elementos do teatro e da psiquiatria e possui como recurso de ação a dramatização
  • Terapia de leitura corporal: Técnica que usa a observação visual e tátil do corpo para obter referências sobre o histórico, hábitos e emoções do paciente


Postado por: às 14hs56
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10/11/2009
CIGARRO OCUPA UM LUGAR DAQUILO QUE NOS FALTA


 

 

O bebê nos primeiros meses de vida entende que ele e a mãe são uma pessoa só.

Não existe duas pessoas, a mãe é uma extensão do bebê. Ele chora e a mãe atende. Ele tem fome e a mãe amamenta. Ele defeca e a mãe troca sua fralda.

A mãe adota uma relação de proximidade com o bebê pois ele precisa completamente dos seus cuidados. O bebê por sua vez não tem maturidade neurológica pra entender que a mãe não faz parte dele. Pela própria prontidão da mãe e disponibilidade ele vai percebendo o mundo a partir do olhar da mãe. Ela é o esteio do filho.

Ela decodifica suas sensações. Ele não sabe o que está sentindo, apenas chora. Mas a mãe ao se aproximar do filho traduz seu choro dizendo: Ah! Você está com fome! Ta na hora de mamar! Ou: Ta dodói? A barriguinha ta doendo? Mamãe vai fazer massagem no nenen.

Desta forma, o bebê entende o que está se passando com ele, diminuindo sua angústia diante de algo que ele sente e não sabe o que é. O bebê deposita na mãe todas as suas inseguranças e anseios.  É um caminho para uma mudança emocional.  

 

Na medida que a criança vai ficando maior a mãe passa a se ausentar algumas vezes, diminuindo a atenção até então integral. Aumenta os intervalos de mamada, entram as papinhas. A mãe precisa dar atenção aos outros filhos, marido, voltar a trabalhar.

O filho começa a entender que a mãe é uma pessoa e ele é outra.

Ele precisa de algo que possa dar a ele a mesma segurança que a mãe lhe dava para poder lidar com a angústia de separação.

Entram em cena os cobertores, fraldinhas, chupetas, bichinhos de pelúcia, etc.

Esses objetos entram no lugar da mãe. São seus substitutos. Estão sempre por perto. Trazem a falsa impressão de que a mãe está ali. Não houve separação.

Mais tarde quando somos adultos, muitas vezes continuamos com alguns objetos que nos dão segurança. O celular, o computador, a bolsa, etc.

 

Além desses objetos os vícios também entram como recursos para minimizar as nossas angústias. O cigarro, nosso protagonista, entra em cena toda vez que precisamos diminuir nossa ansiedade, quando estamos sozinhos, quando estamos preocupados, quando não conseguimos resolver um problema. Ele nós dá a falsa sensação de segurança.

 

Mas se o cigarro nos dá a falsa sensação de segurança, apoio, presença, é o nosso amigo e companheiro, nossa muleta, significa que ele está acionando recursos que estão dentro de nós. Já que ele não tem esses poderes, nós atribuímos poderes ao cigarro então?

 

Gostaria que pensassem sobre o assunto.

 

 



Postado por:Claudia Manrique às 22hs40
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09/02/2009
DEZ DICAS PARA LIDAR COM SEUS FILHOS



DEZ DICAS PARA LIDAR COM SEUS FILHOS:

 

 

1 - Diga não. Ele não vai deixar de gostar de você por causa disso;

 

2 - Seja coerente e firme. Se a mãe diz sim, o pai concorda. E vice-versa. Discutam depois;

PAIS CONSISTENTES FILHOS SEGUROS

 

3 - Não recue diante da birra. A criança sente-se insegura se as ordens não são pra valer;

 

4 - Não se impressione se o seu filho testar a sua paciência. Ele só não pode ganhar;

 

5 - Exerça autoridade. Nada de “quando seu pai chegar (ou mãe) você vai ver”

DIFERENTE QUANDO ESTÃO SOB OS CUIDADOS DE TERCEIROS

 

6 - Mantenha um meio termo entre permissividade (tudo pode) e o autoritarismo (nada pode);

 

7 - Nunca diga não sem antes dizer o motivo e não acoberte os erros de seu filho;

 

8 - Pense bem antes de ditar uma norma ou uma punição. Analise até onde vai o benefício disto;

 

9 - Fale sempre a verdade. A criança deve obedecer pela existência de um limite real e não pelo medo;

 

10 - Não se sinta culpado por ficar pouco tempo com    ele. O importante é a qualidade do relacionamento.

 

 

Claudia Mara de Carvalho Manrique

Psicóloga

CRP 5961



Postado por:Claudia Mara de Carvalho Manrique às 11hs55
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03/11/2009
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Postado por:Claudia Manrique às 09hs20
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08/10/2008
Frase - (Carl G. Jung)

“O Homem gosta de acreditar-se senhor da sua alma. Mas enquanto for incapaz de controlar os seus humores e emoções, ou de tornar-se consciente das inúmeras maneiras secretas pelas quais os fatores inconscientes se insinuam nos seus projetos e decisões, certamente não é seu próprio dono.”


Postado por:Cláudia Manrique às 21hs19
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